Você sabia que, assim como tantos outros setores econômicos, o setor bancário possui termos próprios? Se não estivermos cientes acerca de seus significados, muito possivelmente não conseguimos acompanhar uma simples conversa.
Instituições compõem esse setor e, de maneira simplificada, executam operações monetárias, como depósitos. Essas instituições também são autorizadas a criar moeda escritural, que pode gerar novos depósitos, pois é convertida em aplicações.
Voltando ao glossário… Recorrentemente, e não apenas no setor bancário, expressões estrangeiras são utilizadas e podem transitar entre setores, como “stakeholders” (em português, “partes interessadas”) e até mesmo a sigla ESG (Environmental, Social and Governance). Porém, há expressões específicas para cada área no mercado.
Selecionamos alguns termos e siglas, tanto em português quanto em inglês, que são recorrentes dentro do contexto bancário:
- ATM: sigla em inglês para Automated Teller Machine, no Brasil conhecido como “caixa eletrônico”.
- Bacen: Banco Central do Brasil.
- Bandeira: são as empresas responsáveis pelo cartão que você utiliza. Além disso, elas também fazem a comunicação da transação entre o portador do cartão e o emissor.
- Basileia: conjunto de regulamentos bancários internacionais definido pelo Comitê de Basileia. Visa promover a estabilidade no sistema financeiro mundial e tem o objetivo de reduzir a capacidade dos bancos de prejudicar a economia assumindo riscos excessivos.
- BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
- Câmbio: são operações de compra e venda de moedas de diferentes países. Pode ser utilizado para enviar, receber remessas do exterior, e também para fazer pagamentos em outros países.
- CCF: sigla para Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. É como um banco de dados que contém as informações das pessoas que passaram cheque sem fundos (sem ter em sua conta-corrente o dinheiro necessário para honrar o pagamento daquele cheque).
- CDB: sigla para Certificado de Depósito Bancário. É um título emitido por bancos e colocado à disposição dos clientes como uma opção de investimento.
- CDI: sigla para Certificado de Depósito Interbancário, que é uma espécie de depósito a longo prazo.
- CET: sigla para Custo Efetivo Total. É uma informação percentual que diz quanto custa um empréstimo ou financiamento, incluindo juros, tarifas, impostos e outros encargos cobrados do cliente.
- CMN: Conselho Monetário Nacional.
- Consignado: Crédito Consignado ou Empréstimo Consignado. É um tipo de empréstimo pessoal em que o desconto das parcelas é feito na folha de pagamento (contracheque) do cliente.
- Custódia: é uma dependência de instituição financeira bancária. É voltada para o atendimento aos demais bancos, complementando a atuação do Banco Central nas operações de saque/depósito/troca.
- D+0, D+1 e D+2: termos referentes aos prazos para que determinada transação, como um depósito, ocorra.
- DRO: Demonstrativo de Risco Operacional.
- Febraban: Federação Brasileira de Bancos.
- Finep: Financiadora de Estudos e Projetos.
- GRSAC: Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticas.
- ICAAP: Processo Interno Simplificado de Avaliação da Adequação de Capital.
- IOF: sigla para Imposto sobre Operações Financeiras. IOF é um imposto federal incidente sobre algumas operações de crédito, câmbio, seguros ou títulos e valores mobiliários.
- MCR: Manual de Crédito Rural.
- PR: patrimônio de referência.
- PRSAC: Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática.
- PRSA: Política de Responsabilidade Socioambiental.
- PRB: Principles for Responsible Banking.
- PRI: Principles for Responsible Investment.
- Prime: é uma taxa de juros do mercado interbancário norte-americano.
- Princípios do Equador: são um conjunto de critérios socioambientais de adoção voluntária por instituições financeiras em nível mundial.
- Pronaf: sigla para “Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar”.
- Pronamp: sigla para “Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural”.
- Rating: nota atribuída a um emissor de dívida (um país ou uma empresa, por exemplo).
- Reservas bancárias: é uma conta mantida pelos bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial, bancos de investimento e caixas econômicas no Banco Central do Brasil.
- Risco de liquidez: risco de a instituição tornar-se incapaz de honrar suas obrigações ou garantir condições para que sejam honradas. Tem dois tipos: risco de liquidez de financiamento e risco de liquidez de mercado.
- Risco de mercado: risco de desvalorização de instrumento financeiro ou de carteira de instrumentos financeiros, que é de variação nas taxas de juros, nas taxas de câmbio, nos preços de ações ou nos preços de mercadorias.
- Risco operacional: risco de erro humano ou falha de equipamentos, programas de informática ou sistema de telecomunicações fundamentais ao funcionamento de determinado sistema.
- Risco sistêmico: risco de a inadimplência de um participante com suas obrigações em um sistema de transferência, ou em geral nos mercados financeiros, fazer com que outros participantes ou instituições financeiras não sejam capazes de cumprir com suas obrigações (incluindo as obrigações de liquidação em um sistema de transferência) no vencimento.
- RWA: montante dos ativos ponderados pelo risco.
- RWACPAD: risco de crédito sujeito ao cálculo do requerimento de capital mediante abordagem padronizada.
- SCPC: sigla para Serviço Central de Proteção ao Crédito. Contem os dados de devedores com dívidas ou prestações em atraso, no Brasil.
- SFH: Sistema Financeiro da Habitação.
- SFN: Sistema Financeiro Nacional.
- Spread: a diferença entre o preço compra e o de venda de um ativo.
- TED: Transferência Eletrônica Disponível. É uma operação que permite enviar ou receba dinheiro na conta.
- TR: sigla para Taxa Referencial. É uma taxa calculada pelo Banco Central do Brasil e determina o rendimento de investimentos, como a caderneta de poupança e a correção de financiamentos imobiliários.